PET

 

    PET - tomografia de emissão de positrões

    Teste que usa um tipo especial de câmara e uma substancia radioactiva como biomarcador/detector que pode ser metabolizado pelas células do corpo humano. O biomarcador é colocado no corpo humano por via intravenosa e emite pequenas partículas carregadas positivamente – positrões. A câmara regista-os e converte a informação em imagens no computador (apenas mostram a localização do detector).[1] 

 

    No caso específico da Doença de Parkinson, são usados como biomarcadores  18F-DOPA, e o metabólito fluorodeoxiglucose (FDG).[1,2] 

 

                                                     Fig.1- Tomografia de emissão de positrões

 

    18F-DOPA

 

    É substância radioactiva que permite visualizar as alterações nos sistemas dopaminérgicos.

 

    Para perceber melhor a sua acção, é importante analisar como se dá a síntese de dopamina.

 

    A dopamina é sintetizada a partir do aminoácido L-tirosina por acção da enzima tirosina hidroxilase que o converte em L-DOPA que, posteriormente, é descarboxilado formando-se dopamina. Este neurotransmissor é depois armazenado em vesículas no interior dos neurónios.[3] 

 

    No caso do 18F-DOPA, este é um aminoácido neutro que se assemelha bioquimcamente à L-DOPA. Após a injecção sanguínea, alcança os neurónios dopaminergicos pré-sinápticos, onde é convertido a 18-Fluorodopamina por descarboxilação e armazenado em vesículas.

 

    A aplicação desta substância permite visualizar a distribuição do neurotransmissor dopamina no cérebro, bem como a sua síntese intracelular e a sua captação.

 

    A baixa captação de 18F-DOPA visuzlizada utilizando a PET no putamen pode indicar a deteorização do metabolismo da substância negra (responsável pela produção de dopamina) devido à degeneração dos neurónios dopaminergicos, o que acontece no caso concreto da Doença de Parkinson.[4] 

 

 

Fig.2 - Exame PET utilizando 18F-DOPA como biomarcador para o diagnóstico da doença de Parkinson

 

 

 

    Fluorodeoxiglucose (FDG)

 

    Esta substância é um análogo de glucose fornecendo informações acerca da distribuição deste açúcar. Como tal, este é absorvido por células com necessidade desta molécula como é o caso das células cerebrais. Uma vez absorvida, a FDG sofre desfosforilação, impedindo-a de sair da célula. Como esta molécula não tem um grupo hidroxilo no carbono 2’ como acontece na glucose, não pode continuar a ser metabolizada não se dando a glicólise.[5,6] 

 

 

Fig.3 - Exame PET utilizando FDG

 

    Referências Bibliográficas

1. http://www.webmd.com/a-to-z-guides/positron-emission-tomography

2. http://www.parkinsonsdiseasecme.com/cme-modules/neuroprotection-parkinsons-disease/diagnosis-parkinsons-disease.html

3. http://www.drugs.com/mmx/18f-dopa.html#citec01005901

4. Sawle GV, Playford ED, Burn DJ, Cunningham VJ, Brooks DJ. Separating Parkinson's disease from normality. Discriminant function analysis of fluorodopa F 18 positron emission tomography data. Arch Neurol. 1994 Mar;51(3):237-43

5. http://www.absoluteastronomy.com/topics/Fluorodeoxyglucose

6. Tanya P. Lin, Maren Carbon, Chengke Tang, Alon Y. Mogilner, Djordje Sterio, Aleksandar Beric, Vijay Dhawan and David Eidelberg; Metabolic correlates of subthalamic nucleus activity in Parkinson's disease, Brain 2008 131(5):1373-1380; doi:10.1093/brain/awn031;